Borboletas no estômago é pouco para explicar o que eu sinto quando eu paro pra calcular friamente o que está acontecendo! Não sei se sou só eu, mas quando eu comecei a planejar o intercâmbio, parecia que ia acontecer num futuro distante, e isso era tanto confortante quanto desesperador. Uma mistura de “ainda bem que vai dar tempo planejar tudo com calma” com “aff, eu não vou suportar esperar tanto tempo”. E agora, a menos de mês de tudo acontecer, o mesmo misto de sensações volta e se intensifica.
Falta tanto e tão pouco. E a ficha não está nem perto de cair. Quando eu compro roupas de frio, ou quando preencho formulários infinitos em inglês, parece que eu estou mais perto de sentir tudo acontecendo, mas o medo de dar algo errado, ou de as saudades serem maiores que todo o resto às vezes atingem exatamente nesses momentos. Acho que quem embarca nessa de Ciência sem Fronteiras tem que ter sangue frio e pensar que só tem a ganhar, lembrar que um ano (ou um ano e meio) sem poder vir no Brasil não é brincadeira, mas que uma chance dessas de crescer também não é. É completamente estranho como a vontade, a esperança, a felicidade, o medo, as saudades adiantadas se misturam num bolinho que remexe na boca do estômago, mas em vez de me dar vontade de desistir, causa uma adrenalina que dá uma vontade absurda de experimentar plenamente.
Mas mesmo já tendo sonhado acordada mil vezes, e rido alto com os meus “futuros amigos” mil vezes pelo celular, ainda que os pensamentos estejam voando alto, até setembro, antes de subir no avião, meus pés terão de continuar no chão, pois por mais maravilhosas que sejam as possibilidades e oportunidades, sei que não deve ser uma viagem a se tornar o "sol" da minha vida (ainda que ela venha a se tornar a minha própria vida por um ano inteiro).
Mas mesmo já tendo sonhado acordada mil vezes, e rido alto com os meus “futuros amigos” mil vezes pelo celular, ainda que os pensamentos estejam voando alto, até setembro, antes de subir no avião, meus pés terão de continuar no chão, pois por mais maravilhosas que sejam as possibilidades e oportunidades, sei que não deve ser uma viagem a se tornar o "sol" da minha vida (ainda que ela venha a se tornar a minha própria vida por um ano inteiro).
Eu não tenho certeza se algo de que falei faz o menor sentido pra alguém além de mim. Mas se vale à pena dizer algo é: esse processo já me fez passar por uma montanha russa de emoções, e eu tenho certeza que ainda nem cheguei aos sobe-e-desce mais violentos, mas se qualquer um tem o sonho de viver e estudar fora, e tiver a oportunidade de fazer isso, apenas agarre, e se o medo e a confiança ficarem se alternando fazendo tudo remexer por dentro, não desista se ainda assim você sente que muitas coisas boas podem acontecer a partir disso!
xx, Luana Rôla!
(24 dias até a terra da rainha)
xx, Luana Rôla!
(24 dias até a terra da rainha)